Publicado em: 15 maio 2017

TRT da Paraíba suspende prazos após tirar sistemas do ar por conta de ciberataques

O Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT 13), na Paraíba, suspendeu todos os prazos processuais e regimentais, de 12 a 15 de maio de 2017, em toda a jurisdição da 13ª Região. Isto porque o sistema de consulta processual e demais serviços oferecidos pela instituição via internet ficaram suspensos durante este período devido aos ciberataques em larga escala que derrubaram sistemas de informações de empresas e instituições na Europa.

O ato da Presidência foi publicado nesta segunda-feira (15) pelo desembargador Eduardo Sergio de Almeida.

Todos os sistemas foram restabelecidos na manhã desta segunda-feira, mas os prazos que se encerram até o fim do dia também vão ser ampliados até a terça-feira (16). Audiências perdidas também vão poder ser remarcadas sem prejuízos para nenhuma das partes. Todos os atos que tenham sido praticados, no entanto, vão ser mantidos.

Segundo o diretor da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) do TRT 13, Rodrigo Cartaxo, não foi detectada tentativa de ataque ao TRT13 e a medida foi tomada por precaução. Diante dos ciberataques, o tribunal realizou atualizações de segurança na informação em todo o parque tecnológico do TRT antes da liberação do acesso à internet com segurança.

200 mil vítimas ao redor do mundo

O ciberataque mundial iniciado na sexta-feira (12) deixou 200 mil vítimas, principalmente empresas, em ao menos 150 países, afirmou o diretor da Europol, Rob Wainwright, em uma entrevista à rede britânica ITV neste domingo.

“Realizamos operações contra 200 ciberataques por ano, mas nunca havíamos visto nada assim”, ressaltou o chefe da Europol, que teme que o número de vítimas siga crescendo “quando as pessoas voltarem ao trabalho na segunda-feira (15) e ligarem o computador”, divulgou a agência France-Presse.

A mídia estatal chinesa disse que mais de 29 mil instituições em toda a China foram infectadas. A agência de notícias Xinhua informou que, no sábado (13) à noite, 29.372 instituições haviam sido infectadas, o que representa centenas de milhares de dispositivos. Os dados são do Centro de Inteligência de Ameaças da Qihoo 360, uma empresa chinesa de serviços de segurança na internet.

O ciberataque trata-se de uma aparente campanha de ransomware – em que computadores são infectados com um vírus que codifica e “sequestra” os arquivos. Os invasores, então, pedem um “resgate”: ameaçam destruir (ou tornar públicos) os arquivos caso não recebam dinheiro. O WannaCryptor, vírus utilizado no ataque, funciona apenas em computadores com o Windows.

Para restaurar os arquivos e recuperar o sistema, a vítima precisa fazer um pagamento. Imagens do vírus indicam que a praga está pedindo US$ 300 (cerca de R$ 950, mas os valores têm variado) para serem pagos pela criptomoeda anônima Bitcoin até uma data limite.

Apesar da grande número de relator de empresas e instituições, computadores pessoais com Windows não atualizados também podem ser infectados. Os computadores afetados pelo ransomware mostram uma tela com o pedido de resgate pelos arquivos sequestrados.

Ainda não é possível afirmar se alguma instituição pagou os valores pedidos, mas muitos lugares ainda estão “reféns” do ataque. Não existe uma garantia de que o pagamento desbloqueia o computador.

Especialistas acreditam que outro ataque cibernético pode ser iminente. Rob Wainwright, o chefe da Europol (a agência policial da União Europeia), pediu que usuários de computadores ao redor do mundo façam atualizações de segurança em seus sistemas operacionais.

Na manhã desta segunda-feira, 15, bilhões de computadores voltarão a ser utilizados, o que provocou o temor de um retorno dos ciberataques. O secretário de Estado de Segurança da Grã-Bretanha afirmou nesta segunda à rádio BBC que o governo não sabia se os ataques “diminuiriam ou estabilizariam”, ao mesmo tempo em que manifestou a esperança de que os hospitais do país, particularmente afetados, possam voltar à normalidade após os trabalhos realizados no fim de semana.

G1




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