Publicado em: 5 dez 2016

Sérgio Moro marca audiências com testemunhas de defesa de Lula

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, marcou as audiências com as testemunhas de defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As oitivas serão realizadas a partir de fevereiro de 2017. O despacho de Sérgio Moro é desta segunda-feira (5).

Lula é réu na Justiça Federal do Paraná no âmbito da Operação Lava Jato. Ele responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além de Lula, outras sete pessoas são rés na mesma ação penal, entre elas, Marisa Letícia, que é esposa do ex-presidente.

Ex-ministros – como Alexandre Padilha, Ricardo Berzoini, Tarso Genro, Gilberto Carvalho, Aldo Rebelo e Jaques Wagner – foram arrolados pela defesa do casal.

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli também está entre as testemunhas arroladas pelos advogados de Lula e Marisa Letícia.

O atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é mais uma das testemunhas de defesa do casal que deve prestar depoimento à Justiça Federal.

A maioria das audiências será realizada por videoconferências, e as oitivas se estendem até o início de março.

O juiz federal ainda marcou as audiências das testemunhas de defesa de outros réus deste processo.

A defesa de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, arrolou o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso(PSDB),  o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB) e o ministro Gilberto Kassab como testemunhas. Paulo Okamotto responde por lavagem de dinheiro.

No total, 70 testemunhas de defesa dos acusados, incluindo outros réus que respondem à esta mesma ação penal, foram arroladas. Entretanto, nem todas as testemunhas já têm audiência marcada.

Processo
Em setembro, Sérgio Moro acolheu na íntegra a denúncia do Ministério Público Federal(MPF), segundo a qual o ex-presidente cometeu crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

A denúncia abrange três contratos da OAS com a Petrobras e diz que R$ 3,7 milhões em propinas foram pagas a Lula.

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato afirmaram que a propina se deu por meio da reserva e reforma de um apartamento tríplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, e do custeio do armazenamento de seus bens.

Sérgio Moro disse, no despacho, que analisará quais crimes cabem a cada acusado ao longo do processo.

“É durante o trâmite da ação penal que o ex-presidente poderá exercer livremente a sua defesa, assim como será durante ele que caberá à acusação produzir a prova acima de qualquer dúvida razoável de suas alegações caso pretenda a condenação”, afirmou o juiz federal.

À época, a defesa de Lula questionou o despacho de Sérgio Moro. “Essa decisão não surpreende, diante do histórico de violações às garantias fundamentais já ocorridas e praticadas por esse juiz de Curitiba”, disse Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente, em Nova York, onde participou de evento da Confederação Sindical Internacional.

Em nota, a defesa do ex-presidente citou o “histórico de perseguição e violação” a Lula. “Nem mesmo os defeitos formais da peça acusatória e a ausência de uma prova contra Lula, como amplamente reconhecido pela comunidade jurídica, impediu que o referido juiz levasse adiante o que há muito havia deixado claro que faria: impor a Lula um crime que jamais praticou”, disseram os advogados.

G1



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