Publicado em: 10 jul 2014

Geração atual da Seleção chegará a Copa de 2018 com lideranças acima dos 30 anos de idade; Entenda

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Se os quatro anos de preparação para o Mundial no Brasil foram marcados por uma grande renovação na seleção brasileira, o ciclo que se inicia após a eliminação na Copa poderia ter deixado uma base montada.
 
Ou, ao menos, uma espinha dorsal. No entanto, a eliminação sob a marca do vexame histórico pode provocar um efeito devastador. No mínimo, obrigará os jogadores mais jovens e com idade para reaparecer no próximo Mundial a um trabalho de reconstrução de imagem e, acima de tudo, da confiança da torcida.
 
A exceção do caso é Neymar. Além das atuações na primeira fase, que reforçaram a sensação de que o atacante era a reserva solitária de talento do time, o fato de ter ficado fora do fatídico desastre contra a Alemanha ajudou a preservar ainda mais a reputação do astro.
 
Qualquer que fosse o desfecho, já era certo que a próxima Copa do Mundo apresentaria, novamente, uma seleção muito modificada. Afinal, o time era mais inexperiente em Copas do que propriamente jovem.
 
No que depender exclusivamente da idade, pelo menos sete jogadores da geração que tentou o hexa em casa terá uma nova chance na Rússia, em 2018. Este é o grupo de jogadores que terão, no máximo, 30 anos no próximo torneio. Mesmo assim, um número considerável de convocados terminou sua vivência em Mundiais logo na primeira tentativa.
 
JOVENS, MAS INCÓGNITAS
 
O novo ciclo se inicia mantendo em Neymar a figura central da seleção brasileira. Em 2018, terá 26 anos, mesma idade de Oscar. O meia, no entanto, teve atuações apagadas em jogos importantes e mostrou que precisa amadurecer. Contra a Alemanha, teve uma sensível melhora no fim do jogo, quando a goleada já era fato consumado.
 
Bernard, jovem que era aposta da comissão técnica de Felipão, terá que lidar nas próximas temporadas com uma enorme interrogação. Sua escalação foi considerado o grande erro de escolha de Scolari diante dos alemães. Terá 25 anos na Rússia. Em termos de idade, os meias Paulinho e Willian também estão aptos a continuar nos planos e terão 29 anos no Mundial de 2018, assim como Luiz Gustavo, com 30.
 
A defesa deverá sofrer grande reformulação. O lateral Marcelo estará com 29 anos e, em tese, seguirá como um selecionável. No entanto, sua permanência era vista de forma natural mais antes do que depois da Copa. O caso é que ele é o único integrante da defesa atual que chegaria à Rússia com menos de 30 anos. Júlio César, que terá 38, e Jéfferson e Victor, com 35, provavelmente se despediram no Brasil. O mesmo valerá para Daniel Alves, hoje com 31, além dos laterais Maicon e Maxwell, com 32.
 
Na zaga, quem sai fortalecido é David Luiz, que chegará à próxima Copa com 31 anos e com novas oportunidades praticamente certas. No entanto, o próximo treinador terá que fazer escolhas e experiências. Por mais que Thiago Silva tenha reputação internacional, terá 33 anos no Mundial da Rússia. Será uma opção ter uma dupla de zaga com esta idade. Para completar, Dante, o reserva imediato, terá 34. E não se saiu bem quando foi titular, justamente contra a Alemanha. Já Henrique terá 31.
 
Despedidas no ataque
 
Outro que, ao que tudo indica, se despediu de Copas do Mundo foi o atacante Fred. Aos 31 anos, já conviveu com seguidos problemas físicos e teve que se lutar para chegar ao Mundial do Brasil em boas condições físicas. Terminou o torneio sob uma sonora vaia do Mineirão. Ficou marcado. Poucas coisas levam a crer que terá novo ciclo. Assim como Jô, seu reserva. Ele estará com 31 anos, mas não teve em 2014 uma passagem capaz de garantir novas chances.
 
As demais vagas do meio-campo deverão passar por um filtro. Um número importante de jogadores chegará à Rússia com mais de 30 anos, mas ainda não como veteranos. Fernandinho terá 33, Hernanes terá 32, enquanto Ramires e Hulk terão 31. Fernandinho era uma promessa, mas virou incógnita após jogar muito mal contra a Alemanha. Ficou a sensação de que deveria ter produzido mais. Hernanes jamais se firmou como titular, mesmo caso de Ramires. Hulk teve bons momentos na Copa, mas seu aproveitamento dependerá do estilo desejado pelo próximo treinador da seleção.
 
 
Portal do Litoral PB
com oglobo



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