Portal do Litoral PB
Publicado em: 14 fev 2020

HU de João Pessoa incrementa parque tecnológico e amplia oferta de serviços para a população

Segurança, tecnologia, diagnóstico com precisão. A saúde da Paraíba ganhou um reforço com a entrega de novos serviços que vão ampliar o acesso a procedimentos de média e alta complexidade para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), celebrou seu 40º aniversário, nesta quinta-feira, 13 com inaugurações que representam incremento no parque tecnológico da instituição e maior assistência especializada à comunidade.

Foram entregues à população paraibana os serviços de Oncologia e Cirurgia Cérvico-facial, Ressonância Magnética Nuclear e Raios X Telecomandados, a reestruturação da Central de Material e Esterilização (CME) e 16 novos leitos, voltados à cirurgia crânio-facial, englobando cirurgias de cabeça e pescoço, buco-maxilo e otorrinolaringologia. Os investimentos somam aproximadamente R$ 4,1 milhões.

O presidente da Rede Ebserh, Oswaldo Ferreira, participou da programação alusiva aos 40 anos e destacou as inovações no Lauro Wanderley.  “Hoje temos a possibilidade de concretizar sonhos e muitas ações. É um momento de muita alegria porque esses ganhos farão, cada vez mais, o Hospital Universitário Lauro Wanderley cumprir sua tarefa de fazer o bem. Mas o mais importante não são as paredes ou equipamentos que nós estamos instalando; são as pessoas”, declarou Ferreira.

A opinião foi compartilhada pela superintendente do HULW, Flávia Cristina Pimenta. “Hoje é um dia de alegria e de agradecer a todos vocês pela fidelidade, pelo companheirismo, pela dedicação, pela paciência e por tudo o que vocês representam. Vocês é quem fazem o hospital”.

A reitora da Universidade Federal da Paraíba, Margareth Diniz, lembrou que o Hospital Universitário é a soma do melhor de todos os que já passaram pela instituição. Ela destacou as pessoas que contribuíram para que o hospital universitário hoje esteja no patamar que ele está: um hospital-escola que entrega profissionais extremamente qualificados à sociedade, que faz pesquisa, extensão e inovação tecnológica.   

INVESTIMENTOS

Somente em relação a equipamentos, foram investidos cerca de R$ 2,4 milhões do Ministério da Educação (MEC), oriundos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que é gerido pela Ebserh. Já o montante referente às reformas da CME e da Unidade de Diagnóstico por Imagem chega a mais de R$ 1,7 milhão – verba também do Rehuf. 

O gerente de Atenção à Saúde do HULW, Moisés Diogo de Lima, destacou a importância dos novos investimentos, principalmente a ressonância nuclear magnética e dos raios-x telecomandados. “São dois equipamentos de ponta, que também vão oferecer a possibilidade de diagnósticos mais ágeis e acurados em benefício dos profissionais e da população em geral”.  

O médico Carlos Ferreira Neto II, que coordena a Unidade de Diagnóstico por Imagem, lembrou que a inauguração da ressonância nuclear magnética representa um ganho imenso para a comunidade. “É um aparelho de 1.5 tesla e 16 canais. Se trata de alta tecnologia para o diagnóstico de várias patologias nas mais diversas áreas da medicina, como neurologia, cirurgia do aparelho digestivo, parte de medicina osteoarticular, patologias da coluna vertebral e patologias mediastinais”, explica.

QUALIFICAÇÃO NA ESTERILIZAÇÃO

Já a reestruturação da Central de Material e Esterilização vai possibilitar ao hospital uma maior qualificação no processo de esterilização de todos os serviços e equipamentos, principalmente os cirúrgicos.  Para isso, todo o projeto da reforma foi pensado, elaborado e executado conforme as diretrizes das normas regulamentadoras. Foram adquiridas quatro máquinas importantes para o setor: uma termodesenfectadora (que permite uma limpeza mais eficaz), duas secadoras ultrassônicas (antes a secagem era manual) e mais uma autoclave, que se soma ao arsenal que o HULW já possuía, mas num porte maior.  Com os novos equipamentos, a produção da CME aumenta mais de 60%. 




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