Publicado em: 10 jan 2017

Cheques sem fundos emitidos por ex-prefeito bloqueiam contas da Prefeitura de Alhandra

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A emissão de dezenas de cheques sem fundos emitidos pela gestão do ex-prefeito Marcelo Rodrigues (PMDB) provocou o bloqueio das contas da Prefeitura de Alhandra, município localizado no Litoral Sul paraibano.

De acordo com informações do atual prefeito, Renato Mendes (DEM), até esta terça-feira (10), diversos cheques emitidos pela antiga gestão foram depositados na conta da Prefeitura. Assustado com a quantidade de emissões, o gestor decidiu ir ao banco sustar todos os cheques, uma vez que, pela ausência do processo de transição entre gestões, não tem como ter acesso imediato a uma discriminação dos credores da municipalidade.

Apenas no dia 02 de janeiro, mais de 30 cheques totalizando cerca de R$ 1 milhão (hum milhão de reais) foram depositados nas contas da Prefeitura.

“O pior de tudo é que devido a grande quantidade de cheques que foram emitidos sem fundo e reapresentados, as contas da Prefeitura estão bloqueadas e estamos impedidos de realizar, dentre outras pendências, pagamentos e retirada de talões. Nossa missão agora é localizar os credores para recuperarmos esses cheques e realizar o desbloqueio das contas. Já fomos até a cidade de Itambé tentar localizar uma dessas empresas para recuperar esse cheque devolvido e não localizamos”, destacou Renato.

Afirmando ainda que a Procuradoria Municipal acionará a Justiça. “Também vamos acionar judicialmente o ex-prefeito. Esse é mais um ato de improbidade do ex-gestor que não pode ficar impune”, frisou.

Diante de um cenário financeiro caótico deixado pela antiga gestão municipal, o prefeito Renato Mendes ordenou que seja realizado um levantamento minucioso para identificar todos os cheques que estão em poder de credores. Nesta terça (10) um “borrachudo” de quase R$ 35 mil foi depositado referente ao pagamento de um laboratório de análises.

O prefeito Renato diz que desconfia, também, da existência de muitos valores comprometidos em cheques cujos serviços possam não ter sido prestados ao município. “Só pago, primeiro se tiver dinheiro, segundo se comprovar que os serviços foram de fato prestados”, afirmou, adiantando que o ex-prefeito deixou também dívidas com o Banco do Brasil (BB), por causa disso, os servidores públicos da Prefeitura poderão ter seus nomes incluídos no cadastro negativo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Centralização de Serviços dos Bancos (Serasa). Isso porque o governo municipal não repassou os valores descontados dos empréstimos consignados contraídos pelos funcionários junto ao Banco, das folhas de novembro e dezembro.

 

 

 

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