Publicado em: 11 dez 2018

Atirador de Igreja em Campinas tinha 49 anos e nenhum antecedente criminal

O delegado José Henrique Ventura, do Deinter 2 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2), informou na tarde desta terça-feira (11) que o homem que matou ao menos quatro pessoas e depois se suicidou durante um ataque dentro da Catedral Metropolitana de Campinas, a cerca de 100 km de São Paulo, era Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos. Além dos cinco mortos, quatro pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas a hospitais da região.

Três delas já tiveram alta.

Segundo o delegado, que mostrou a carteira de habilitação nacional do suspeito para todos os jornalistas presentes durante uma entrevista coletiva, Grandolpho morava no município de Valinhos (SP), a cerca de 15 km de Campinas, e não tinha nenhum antecedente criminal, de acordo com pesquisa feita pelos policiais a partir dos documentos.

“Pesquisados os antecedentes [criminais], não constatamos nada contra ele, exceto um ou dois boletins de ocorrência que ele fez como vítima”, disse o delegado. Ainda de acordo com Ventura, Grandolpho trabalhava como analista de sistemas. O delegado classificou o atirador como “uma pessoa fora de qualquer suspeita em condições normais” e disse que a polícia ainda não sabe a motivação do crime, que está sendo investigada.

Ventura também afirmou que um delegado da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa) se deslocou até o endereço de residência de Grandolpho, em Valinhos, para obter mais informações, inclusive sobre com quem ele morava. O delegado ainda afirmou que, aparentemente, o atirador não tinha “nenhuma relação” com as vítimas, que ainda estão sendo identificadas. “Pelo que a gente tem de informação, ele nunca teria sido visto aqui na igreja”.

Ventura informou que a carteira de habilitação de Grandolpho foi encontrada em uma mochila abandonada dentro da igreja. O homem foi alvejado por tiros da polícia e, em seguida, se matou.

O major Adriano Augusto Leão, comandante do 8º Batalhão de Campinas, afirmou que Grandolpho provavelmente tinha conhecimento sobre como manusear a arma. “Tudo indica que sim. A forma como ele manuseava indica que sim”, disse. Leão também elogiou a ação dos policiais militares que se encontravam próximos à catedral e entraram no local pouco depois de ouvir os disparos.  “Mesmo diante da fatalidade que verificamos, temos a noção de que caso os policiais não estivessem tão próximos e não tivessem feito a ação com tanto cuidado, teríamos mais vítimas”, afirmou, complementando que, ao se suicidar, Grandolpho ainda tinha consigo “cerca de 28 munições”. “Ele correu no sentido do altar, para onde tem uma saída. Pode ser que ele fosse para a rua, talvez continuando os disparos”, pontuou.

De acordo com o major, os policiais aplicaram uma tática conhecida como método Giraldi, em que um eventual tiro é utilizado para a preservação da vida. Segundo ele, os oficiais aguardaram que as pessoas se abaixassem para então atirar em direção a Grandolpho.

 

 

Uol

 




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